Ação Saúde

agosto 7, 2008

DIAGNÓSTICO DAS TOXICIDADES QUE ACOMETEM AS MULHERES COM CÂNCER DE MAMA SUBMETIDAS À TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO EM UM HOSPITAL GERAL DO OESTE DE SANTA CATARINA

Filed under: Câncer de mama — marciaheloisa @ 8:31 pm
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RESUMO

Para o ano de 2008 a estimativa de câncer de mama é cerca de 49.400 casos novos, o que representa 10,5% de todos os tipos de câncer que irão acometer a população brasileira. Neste sentido a realização desta pesquisa objetivou determinar as principais toxicidades envolvidas no tratamento de quimioterapia nas mulheres com câncer de mama atendidas no Hospital Regional do Oeste, no município de Chapecó-SC no setor de quimioterapia do mesmo. Durante o período de abril de 2008 foram entrevistadas 20 pacientes no setor de quimioterapia e através da aplicação de um questionário semi-estruturado que visou determinar as principais toxicidades da quimioterapia nas mulheres com câncer de mama baseado no estudo de graduação aguda e sub-aguda, preconizado pela Sociedade Mundial de Oncologia Clinica que varia do grau 0 a 4 nos pacientes submetidos a esse tratamento.  O questionário foi composto de cinco domínios: identificação, tipo de tratamento, desempenho clinico, graduação de toxicidade e conhecimento dos efeitos colaterais. Entre as 20 pacientes entrevistadas 80% estavam acima dos 40 anos de idade. Os estádios mais prevalentes foram II e IV (60%). Foi observado o uso de 7 tipos de protocolos para tratamento, e a droga mais empregada foi o Paclitaxel, com 30%. Em tratamento adjuvante 12 pacientes (60%). O desempenho clínico 0 foi soberano, com 80% das entrevistadas. A maioria das pacientes estava no 6º ciclo de infusão (30%). Das toxicidades analisadas obtive os seguintes resultados: alopécia (90%), náusea/vômito (80%), dor (65%), consciência (60%), oral (50%), pulmonar (40%), ressecamento de pele (40%), febre (40%), neuropatia periferia (35%), alérgica (30%), acesso venoso (25%), constipação (25%), infecção (5%) e hematológica (0%). Os 15 parâmetros de toxicidade tiveram media de 40,5% de acometimento nas pacientes. Em relação à toxicidade de cada grau obtive os seguintes valores: grau 0 (60%), grau 1 (14,5%), grau 2 (12,5%), grau 3 (11,5%) e grau 4 (1,5%). Sobre o conhecimento das pacientes sobre os efeitos adversos, 16 delas (80%) não sabiam quais eram os efeitos que a quimioterapia podia causar. Concluindo, a maioria das pacientes estava utilizando-se de protocolos para estadiamentos mais avançados, ou seja, com comprometimento de linfonodos e metástases a distância (estádios II e IV) e as maiores toxicidades verificadas foram: alopécia, náusea/vômito e dor, estas estavam dentro dos achados encontrados nas literaturas da área. Além disso, o que chamou atenção é o pouco conhecimento que as pacientes apresentavam sobre os efeitos adversos da quimioterapia. Levando isso em consideração destaco o grande papel que a enfermagem representa no manejo dos pacientes com essa complexidade, já que o paciente bem orientado e manejado apresenta menos complicações em relação ao tratamento quimioterápico.

PALAVRAS-CHAVE: Câncer de mama. Quimioterapia. Toxicidade.

Resumo do trabalho de conclusão do curso de enfermagem da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Cedido pela enfermeira Cristine Walker. Orientadora: Angela Maria Brustolin.

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